A Chave Para o Coração do Seu Filho
Escreva essa palavra em sua mão. É uma maneira mágica de se conectar com uma criança de qualquer idade, pode acalmar lágrimas e birras, e até preveni-las. É algo simples, porém surpreendentemente desafiador de se fazer, e especialmente difícil de se lembrar no calor do momento…
Validar.
Antes de dizer para seu filho que é hora de ir embora do parque, ou de lembrar a ele que aquele caminhão legal que ele está examinando tem que ficar na loja, valide o ponto de vista dele. Valide os sentimentos e desejos de seu filho, mesmo que eles pareçam ridículos, irracionais, egocêntricos ou errados. Isso não é o mesmo que concordar, e definitivamente não é indulgir ou permitir um comportamento indesejável.
Validar.
Antes de dizer para seu filho que é hora de ir embora do parque, ou de lembrar a ele que aquele caminhão legal que ele está examinando tem que ficar na loja, valide o ponto de vista dele. Valide os sentimentos e desejos de seu filho, mesmo que eles pareçam ridículos, irracionais, egocêntricos ou errados. Isso não é o mesmo que concordar, e definitivamente não é indulgir ou permitir um comportamento indesejável.
Validar não é tolerar as ações de nosso filho; é reconhecer os sentimentos por trás delas. É uma maneira simples e profunda de refletir as experiências interiores dele. É demonstrar nossa compreensão e aceitação. Isso envia uma mensagem poderosa e afirmativa. Cada pensamento, desejo, sentimento - cada expressão de sua mente, corpo e coração - é perfeitamente aceitável, apropriada e amável.
Validar é simples, mas não é fácil. É contraintuitivo para a maioria de nós, mesmo quando nós já o fizemos milhares de vezes. Validar os desejos de nosso filho não pioraria a situação? Dizer “Eu sei o quanto você quer uma casquinha de sorvete igual a do seu amigo, e ela parece bem gostosa, mas nós só vamos pegar a sobremesa mais tarde” não faria nosso filho se fixar ainda mais na ideia, e chorar ainda mais? Não seria melhor dispensar ou minimizar os sentimentos dele, distraí-lo, redirecioná-lo ou dizer “Agora não, querido”?
Nossos medos de que uma validação honesta da situação irá “piorar as coisas” são quase sempre infundados. Se sentir ouvido e compreendido permite que as crianças liberem os sentimentos, se desapeguem deles e sigam em frente. Aqui estão mais alguns motivos que fazem validar a verdade de nosso filho valer o esforço consciente exigido:
Validar pode parar choros e birras em andamento.
Eu testemunhei isso diversas vezes. Se uma criança está transtornada porque se machucou, ou porque se desentendeu com outra criança, ou está brava por algum conflito com seu pai ou sua mãe, validar para a criança o que aconteceu, ou que ela está machucada, frustrada, ou brava pode milagrosamente aliviar a dor. Se sentir compreendido é algo poderoso.
Validar, ao invés de julgar ou “consertar”, promove confiança e encoraja crianças a continuar compartilhando seus sentimentos.
Pais e cuidadores exercem uma enorme influência, e suas reações causam impacto nas crianças pequenas. Se, por exemplo, nós tentamos acalmar crianças assegurando elas de que não há necessidade para estarem chateadas ou preocupadas sobre algo que as perturba, elas podem se tornar menos abertas a expressar seus sentimentos. Se nosso objetivo é manter a porta de comunicação aberta e a saúde emocional de nosso filho – apenas validar é a melhor política. “O papai saiu e você está triste”.
Eu fui lembrada disso recentemente quando uma de minhas filhas adolescentes compartilhou comigo sua raiva e seu sentimento de coração partido em relação às mentiras e traição de sua melhor amiga de longa data. Foi muito difícil eu não dizer à ela que essa amiga tem falhas, e que minha filha merece alguém muito melhor! Foi difícil só ouvir e validar sua dor e desapontamento. Por mais dolorosa que essa experiência tenha sido pra mim, eu a valorizo, porque minha filha confiou seus sentimentos mais íntimos a mim. Eu farei tudo em meu poder para encorajá-la a se abrir comigo novamente (Minha filha acabou reatando seu relacionamento com sua amiga após levar em conta suas limitações, e eu fiquei muito feliz por ter me calado).
Validar informa, encoraja o desenvolvimento da linguagem e a inteligência emocional.
As crianças obtêm clareza sobre seus sentimentos e desejos quando nós os refletimos verbalmente. Mas não declare o sentimento sem ter certeza. É mais seguro usar palavras como “chateado” ou “incomodado” do que pular para “assustado”, “bravo”, etc. Quando estiver com dúvida, você pode perguntar: “Você ficou bravo quando o Joey não deixou você usar os blocos dele?”. “O latido do cachorro assustou você ou apenas lhe surpreendeu?”.
Um benefício adicional: conversar com bebês, crianças pequenas e de todas as idades sobre essas “coisas reais” acontecendo com elas é a maneira mais poderosa, natural e significativa para que elas aprendam a linguagem.
Validar clareia, nos ajuda a entender e simpatizar.
Para afirmar o ponto de vista de nosso filho, primeiro nós precisamos entendê-lo, então validar nos ajuda a dar clareza. Quando nós dizemos, “Você quer que eu continue jogando esse jogo divertido com você, mas eu estou muito cansado”, somos encorajados a simpatizar com o ponto de vista de nosso filho (e ele com o nosso).
Validar a situação e fazer perguntas (especialmente quando não sabemos por que nosso filho está chateado) pode nos ajudar a desvendar o mistério. “Você está chateado e parece desconfortável. Você acabou de comer, sua fralda está seca. Talvez você precise arrotar? Tudo bem, vou pegar você no colo”.
Validar dificuldades pode ser todo o encorajamento que seu filho precisa para seguir em frente.
Este é outro cenário onde uma simples validação pode funcionar como mágica. Ao invés de dizer “você consegue!”, o que pode criar pressão e fazer a criança acreditar que ela nos desaponta, tente dizer “Você está se esforçando bastante, e está progredindo. Isso é difícil de fazer. É frustrante, não é mesmo?”
Validação ao invés de elogio ajuda a criança a se manter auto-direcionada.
Isso é tão simples quanto conter nosso impulso de torcer espalhafatosamente ou de dizer “bom trabalho”, e ao invés disso sorrir e refletir, “Você conseguiu soltar as miçangas. Isso foi bastante difícil”.
“Deixe a alegria de seu filho ser auto-motivada. Você pode sorrir e expressar seus sentimentos legítimos, mas deve evitar dar elogios em excesso, bater palmas e fazer estardalhaço. Se você faz isso seu filho começa a buscar satisfação de fontes externas. Ele pode ficar viciado em elogios, se tornando um apresentador buscando aplausos, ao invés de um explorador. Elogios também perturbam e interrompem o processo de aprendizado da criança. Ela para o que está fazendo e se foca em você, às vezes não voltando à atividade que estava praticando.” –Magda Gerber, Seu Bebê Autoconfiante
Validar prova que nós estamos prestando atenção, faz uma criança se sentir compreendida, aceita, profundamente amada e apoiada.
Poderia haver melhor motivo para tentar?
“As pessoas irão esquecer o que você disse; As pessoas vão esquecer o que você fez. Mas as pessoas não irão esquecer como você as fez sentir.” -Maya Angelou
“Todos nós precisamos de alguém que compreenda.” –Magda Gerber
Original
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