Como Criar Uma Criança Que Ama a Vida - Parte 2
Ambientes e Liberdade para Escolher
Crianças aprendem e prosperam fazendo - explorando, experimentando, exercendo esforço - às vezes com sucesso, às vezes não - constantemente integrando suas experiências, e constantemente expandindo suas mentes. Portanto, elas precisam de ambientes que sejam condutivos a esse processo, e precisam de liberdade para pensar, agir, tentar, e ver.
Se nós continuamente dizemos à uma criança pequena, “Não”, “Fique longe de lá”, “Esqueça isso”, “Não toque aquilo”, e coisas similares, então ela não é livre para explorar seu mundo de acordo com sua curiosidade. Nossas ordens interrompem continuamente seu foco, direcionando-o para longe da realidade, de seus interesses, e em direção a uma “autoridade”. Dessa forma, nós nutrimos nela não a premissa de que ela deveria explorar, tentar e ver, mas a premissa de que ela deveria procurar por autoridades para aprovação.
Da mesma forma, se nós rondamos constantemente uma criança de doze anos, dizendo à ela o que fazer, como se vestir, com quem fazer amizade, e microgerenciando sua vida de forma geral, então ela não é livre para pensar por conta própria e para agir de acordo com seu próprio julgamento; ela não é livre para explorar o mundo e aprender por experiência; ela não é livre para planejar e amar sua vida. Nossas ordens mandam para ela uma mensagem de que ela não deve usar sua mente para moldar sua vida, que ela não deve confiar em seu próprio julgamento para guiar suas escolhas e ações, que ela não deveria ser o indivíduo que ela seria se suas escolhas dependessem dela. Nossa mensagem é, na realidade, “Você não é capaz de fazer julgamento independente. Você precisa de uma autoridade para lhe dizer o que pensar, o que valorizar, o que fazer, quem ser.”
Agora, obviamente nós, enquanto pais, somos um tipo de autoridade. Nós possuímos uma grande quantidade de conhecimento que nossas crianças não possuem. E nós somos responsáveis por usar esse conhecimento para assegurar sua saúde e segurança, e para guiá-las ou assistí-las de várias maneiras. Pais ocasionalmente devem dizer à uma criança de quatro anos, “Não - você não pode correr para a rua…” ou dizer à uma criança de nove anos “Esta noite você não pode trazer um amigo para dormir aqui…”. Mas mesmo nesses casos, nós podemos prosseguir com alternativas positivas, que encorajem pensamento, e que necessitem de escolha. E, se nós usarmos a Questão Mestra, nós faremos isso. “Ir para a rua pode ser perigoso, porque carros passam com velocidade. Eu não quero que você seja atingida por um carro. Vamos pensar em uma maneira segura de buscar sua bola. Você gostaria de fazer isso?”. E: “Se você quiser marcar uma noite para seu amigo dormir aqui, nós podemos achar uma data que funcione bem para todos os envolvidos. Vamos dar uma olhada no calendário?”.
Nossa autoridade como pais é importante, e nós ocasionalmente precisamos usá-la. Mas essa prerrogativa não altera o fato de que para que nossos filhos vivam bem e amem suas vidas, eles precisam usar suas mentes e fazer suas próprias escolhas. Pensar e escolher são os meios pelos quais as crianças desenvolvem suas faculdades racionais e aprendem a fazer decisões boas, úteis à vida. E, como enfatizamos neste artigo, pensar e escolher também são os meios pelos quais as crianças amam suas vidas no presente.
A Questão Mestra nos ajuda a integrar nossa autoridade legítima com a necessidade vital dos nossos filhos fazerem escolhas.
Considere nosso uso dessa questão ao configurarmos uma área para nossa filha brincar durante seus primeiros anos. Nossa principal questão não era: Como podemos organizar a área para que ela se divirta? Isso não teria ativado nossas mentes o suficiente. Uma criança pequena pode se divertir assistindo The Wiggles (um programa infantil) na televisão o dia todo (não que haja algo errado com The Wiggles). Nós também não perguntamos: Como podemos organizar o espaço para garantir que ela aprenda? Uma criança irá aprender algo com qualquer coisa que ela faça, ou que façam ela fazer. Se nós colocássemos mapas por todas as paredes e fizéssemos perguntas de geografia à ela, ela aprenderia algo de geografia. Isso não significa que fazer isso seria um bom uso do espaço ou do tempo passado ali. Em vez disso, nossa pergunta principal foi a QM: O que podemos fazer para criar uma área de lazer na qual nossa filha é livre para fazer suas próprias escolhas, desenvolver sua mente e suas habilidades, e amar ser uma criança pequena?
Com essa questão em mente, nós convertemos uma sala de estar, raramente usada, em uma maravilhosa área de lazer e exploração. Ela possuía uma janela grande, por onde entrava bastante luz natural. O espaço ficava no centro do imóvel, então podíamos ouvir o que acontecia lá de qualquer lugar da casa. E era grande o bastante para acomodar os tipos de objetos e de atividades que a QM nos inspirou a deixar disponíveis lá.
Nós tiramos os móveis e objetos que não teriam uso para esse novo propósito do espaço. Deixamos o local “à prova de bebês” com procedimentos padrão, cobrindo as tomadas elétricas, assegurando que não haviam arestas pontiagudas perigosas, e coisas desse tipo. Colocamos uma mesa e cadeiras infantis ao lado da janela, prateleiras e armários baixos que nossa filha poderia acessar sozinha, e cercamos as portas. Deixamos um sofá em um canto da sala para ler, construir fortes, experimentos de vôo, e outras necessidades da infância. Deixamos o tapete que já estava lá, aceitando o fato de que ele seria destruído com o tempo. E deixamos o centro da sala livre para dançar, brincar, criar barracas, e uma miríade de outras atividades apaixonantes para nossa filha desfrutar nesse espaço pelos anos seguintes.
Quanto a brinquedos e outros objetos, nós os escolhemos por meio da QM também. Visto que nós não fizemos perguntas míopes como “Que brinquedos podemos colocar aqui?”, nós não focamos apenas em brinquedos ou objetos feitos para crianças. Em vez disso, nós pensamos mais amplamente, em termos dos tipos de objetos que nossa filha poderia adorar usar, e, dentro desse enorme campo, dos tipos de coisas que poderiam nutrir o desenvolvimento de sua mente e de suas habilidades.
Portanto, nós incluímos todo tipo de objetos comuns em uma casa - potes e panelas, colheres e pinças de madeira, caixas de papelão, cestas, caixas de ovos, garrafas plásticas, tubos de papelão, fitas, meias, lenços e outras coisas. Nós também colocamos blocos de montar, bolas, massa de modelar, quebra-cabeças de peças grandes, bolinhas e corda grandes, giz de cera e papel, maracas, um xilofone, tintas para pintura a dedo, um brinquedo de bolhas de sabão, e outros brinquedos tradicionais.
A maior parte dos objetos que incluímos eram passivos - ou seja, coisas que não fazem nada por conta própria. Objetos ativos, como iPads, brinquedos eletrônicos, e televisões, podem ser de ótimo valor para uma criança também. Mas, para essa área, nós queríamos objetos passivos, que promovem a exploração prática, a experimentação, o esforço, e a criatividade; e que ajudam uma criança pequena a desenvolver suas habilidades motoras e a avançar sua compreensão das maneiras básicas de como as coisas funcionam.
Nós também incluímos livros nesse espaço. Nós lemos para nossa filha diariamente desde sua infância - uma rotina que alimenta a alma e expande a mente, que recomendamos fortemente - e, desde o momento em que seu rosto já conseguia expressar prazer, ela se acendia quando via um livro. Quando tinha um ano ela já adorava folhear livros infantis e ilustrados por conta própria, e um pouco depois de fazer quatro anos ela estava lendo. (Para boas discussões sobre a importância de ler para crianças, veja os livros How to Raise a Brighter Child: The Case for Early Learning, de Joan Beck, e Babies Need Books, de Dorothy Butler).
Foi basicamente isso. O espaço foi relativamente barato e fácil de montar, e foi profundamente valioso para o desenvolvimento da nossa filha. Ela agora tinha um ambiente que adorava explorar e brincar, no qual ela estava completamente livre para fazer o que quisesse, e onde qualquer coisa que ela fizesse ajudaria a desenvolver sua mente e suas habilidades.
Durante os próximos anos, nossa filha desfrutou imensamente de brincar e explorar nesse espaço. Às vezes, ela queria que nós nos juntássemos à ela para ler um livro ou para construirmos um forte juntos, ou para experimentarmos pintura à dedo ou algo do tipo. Mas na maior parte do tempo, quando ela estava em sua sala de atividades, ela ficava feliz em brincar sozinha ou com seus amigos, e ela não precisava de nós para nada. Ela adorava aplicar livremente sua mente e seu esforço em seus objetivos, e nós adorávamos esse fato.
Toda nossa abordagem ao montar o espaço foi direcionado pela Questão Mestra: O que podemos fazer para permitir que nossa criança aprenda sobre a realidade, para que desenvolva sua mente e suas habilidades, e para que faça suas próprias escolhas, para que assim ela possa amar sua vida? Ao fazer essa pergunta sobre o projeto, nós ajustamos nossas mentes para trabalhar na direção certa.
É claro, um outro casal usando a QM para configurar um quarto de atividades para seu filho não terá um resultado idêntico ao nosso. A QM não é uma ferramenta com uma fórmula pronta para os pais. É uma ferramenta para manter nossas mentes focadas no todo, enquanto abordamos e apreciamos todos os detalhes conforme prosseguimos.
Nós usamos a QM para organizar nossa cozinha para nossa criança pequena usá-lo também. Mas ao invés de contar tudo o que fizemos lá, nós vamos deixar a questão para você. Tire trinta segundos para pensar sobre uma resposta para essa pergunta: O que você poderia fazer em uma cozinha para permitir que uma criança pequena desenvolva sua mente e suas habilidades, faça suas próprias escolhas, e desfrute do espaço durante esses primeiros anos?
Observe que o ato de fazer a pergunta é programar sua mente para a tarefa de respondê-la - e que boas respostas vêm à mente rapidamente. Seja qual for o contexto, as respostas estão lá para as perguntas. É claro, em casos complexos, respostas completas podem exigir mais tempo para pensar, e até pesquisa. Mas para essas atividades serem positivamente efetivas, elas devem seguir na direção certa.
A QM se aplica aos ambientes externos e locais além da casa também. Aqui, vamos considerar uma progressão, começando com como nós aplicamos a questão em relação ao nosso quintal e outras áreas externas para nossa filha, enquanto ela era uma criança pequena, e como nós aplicamos a questão para ambientes similares conforme ela avançou pelos seus primeiros anos de escola até o ensino fundamental.
Do nascimento de nossa filha até os seus quatro anos de idade, nós moramos em uma casa com um grande quintal nos fundos e um quintal frontal um pouco menor, que terminava em uma estrada, onde ocasionalmente havia rápido tráfego de veículos. O que nós poderíamos fazer com esse quintal para permitir que nossa filha explorasse seu mundo livremente, desenvolvesse sua mente e suas habilidades, e amasse sua vida?
Trabalhando dentro do nosso contexto e dos nossos meios, nós cercamos o quintal para que nossa filha tivesse total liberdade naquela área. Nós instalamos uma tirolesa, um balanço para crianças pequenas, uma pequena estrutura para escalar, uma gangorra, e uma caixa de areia. Nós deixamos o restante do espaço aberto para brincar de carrinho e dar cambalhotas, girar e pular corda, jogar bola e pegar vagalumes. Ocasionalmente, hera venenosa surgia na área arborizada do fundo do quintal, então nós mostramos a planta à nossa filha e explicamos por que era melhor que ela não a tocasse. Basicamente foi isso.
Quando nossa filha estava no quintal dos fundos, ela podia desfrutar de atividades e de explorações completamente auto-direcionadas, sem interrupções. É claro, nós ocasionalmente, e alegremente, nos juntávamos à ela em jogos ou outras atividades, e ela às vezes trazia um amigo ou dois para brincar. Mas ela não precisava de nós para nada lá atrás. E nós não precisávamos interromper seus esforços ou projetos. Ela era totalmente livre para pensar, escolher, tentar, e ver. Ela era totalmente livre para envolver-se diretamente com a realidade.
Embora nós não tenhamos cercado o quintal da frente, nós utilizamos a Questão Mestra aqui também. Nesse espaço, com a ajuda de nossa filha, nós plantamos pés de mirtilo e de framboesa, figueiras, e várias outras plantas e flores interessantes. O espaço não era adequado para uma criança pequena ficar sozinha, no entanto era um local maravilhoso para nossa filha explorar e apreciar quando estava acompanhada por um adulto.
É claro que a infância de nossa filha não foi restrita à nossa propriedade. Nós também frequentamos parques locais, onde ela tinha acesso a todo tipo de balanços, barras, e grandes estruturas para escalar; um pântano próximo, onde ela podia ver vários tipos de vida selvagem; jardins botânicos; zoológicos; e muitos outros ambientes maravilhosos. A combinação era ideal. E isso - assim como todas as decisões feitas com respeito à nossa filha - foi um resultado de nós perguntarmos e respondermos a QM.
Pouco depois de nossa filha fazer quatro anos, nós nos mudamos para uma nova vizinhança, com uma paisagem substancialmente diferente. Nossa nova casa ficava em um pequeno condomínio fechado, e não tinha um quintal privado. Mas tinha um pátio cercado, coberto por uma pérgola firme, que recebia sombra da copa de uma árvore grande, com vários galhos - uma árvore que nossa filha descobriria em breve ser ideal para escalar (mais sobre isso à frente).
Logo além do pátio havia uma área comum, com uma quadra esportiva cercada de área verde e passarelas, e uma piscina fechada, adjacente à ela. Além dessa área comum, havia outras casas ladeadas por passarelas, que levavam ao resto do condomínio, incluindo uma estrada. Neste ambiente, o que nós poderíamos fazer para permitir que nossa filha aprendesse sobre a realidade, desenvolvesse sua mente e suas habilidades, e fizesse suas próprias escolhas?
Quando nossa filha tinha quatro ou cinco anos, ela precisava da supervisão de um adulto para brincar fora do nosso pátio cercado. Com seis anos, ela estava pronta para ficar livre na quadra de esportes e na área comum visível do nosso portão, contanto que soubéssemos que ela estava lá fora e pudéssemos checar periodicamente. Aos oito anos ela tinha liberdade para sair daquela área sozinha e caminhar ou andar de bicicleta pelo condomínio, contanto que ela nos avisasse quando ia sair, levasse um walkie-talkie, e entrasse em contato periodicamente. Com dez anos de idade, ela podia visitar parques próximos, fora do condomínio, contanto que ela fosse com pelo menos um amigo, levasse um walkie-talkie, e entrasse em contato de vez em quando.
Nosso foco em cada mudança era lhe dar o máximo de liberdade apropriada ao seu estágio de desenvolvimento, para que ela fizesse suas próprias escolhas e direcionasse sua própria vida. Ao ter regras firmes sobre onde e quando ela podia ir - e dando à ela razões claras e compreensíveis para essas regras (veja “Razões para Tudo” abaixo) - nós demos à ela liberdade para administrar totalmente sua própria vida, na medida em que ela estava desenvolvida o suficiente para fazê-lo.
E com certeza ela a administrou. Ela era praticamente dona de cada espaço no qual ela estava livre para ir. Ela nos avisava quando estava saindo, levava um walkie-talkie quando necessário, e entrava em contato periodicamente. Mas enquanto ela estava fora de casa, o que ela fazia cabia à ela. Nós não precisávamos interromper suas atividades, e ela não precisava de nossa permissão para agir. Novamente, às vezes nós nos juntávamos à ela em uma atividade, e ela frequentemente brincava com seus amigos. Mas com a exceção ocasional de algum vizinho mal humorado, nenhum adulto dizia à ela o que fazer ou não fazer. Ela era livre para explorar seu mundo e amar sua vida.
Entre as incontáveis descobertas e decisões que ela fez por conta própria durante esses anos, estava a observação de que a árvore em nosso pátio era ótima para escalar. Ela tinha sete anos quando se deu conta disso, e ainda era muito pequena para alcançar o primeiro galho. Ela perguntou se podíamos amarrar uma corda no galho, para que ela pudesse sair do chão. Nós fizemos isso, e essa árvore cheia de galhos se tornou sua porta para um novo mundo de maravilhas. Ela (e às vezes alguns amigos) passou inúmeras horas explorando esse espaço, se balançando nos galhos, desenvolvendo sua coordenação, e criando histórias e personagens inspirados pelo cenário. Eventualmente, ela descobriu que podia ir dos galhos mais baixos da árvore para cima da pérgola, e de lá atravessar até o telhado da nossa casa - o qual ela prontamente reivindicou como uma nova região em seu mundo elevado.
Esse ambiente maravilhoso veio quase pronto; tudo que precisamos fazer foi perguntar: O que nós podemos fazer para permitir que nossa filha aprenda sobre a realidade, faça suas próprias escolhas, melhore suas habilidades, e ame sua vida? Nossa resposta, nesse caso, foi que nós poderíamos avaliar os riscos de subir na árvore e de andar na pérgola e no telhado, discutir esses riscos com nossa filha, conversar sobre precauções de segurança razoáveis - e deixar ela prosperar.
A confiança que ela ganhou, e a alegria que ela teve por dominar essa árvore - e o valor do isolamento que ela desfrutou, passando tempo sozinha e da maneira que ela queria nesse espaço maravilhoso e multifacetado - devem ser enfatizadas. Se ela precisava se acalmar depois de um dia difícil na escola, ou queria paz e tranquilidade depois de uma atividade agitada, ou sentia vontade de se empoleirar nos galhos e escrever uma história, ela subia na árvore e desaparecia em seu próprio mundo privado. Às vezes ela se pendurava como um macaco. Às vezes se suspendia como um morcego. Às vezes ela andava na pérgola como se estivesse em uma corda bamba. Às vezes ela deitava no telhado e contemplava as estrelas.
O que nós podemos fazer para permitir que nossa criança tenha experiências tão ricas e significativas durante sua infância? Essa é, em efeito, a Questão Mestra.
Ao continuamente perguntar e responder a QM, nós continuamente reavaliamos o estágio de desenvolvimento de nossa filha, e todo o contexto relevante, e nós ajustamos nossas regras e expandimos sua liberdade adequadamente. Por infundir o propósito adequado da parentalidade em cada processo de pensamento que direciona, a QM sempre nos leva a tomar decisões que permitem que nossa criança pense, escolha, e prospere.
Onde mais a QM se aplica? Ela se aplica a qualquer ambiente em que nossa criança possa estar - de supermercados a shopping centers, de pistas de ski a riachos.
O que nós podemos fazer… no supermercado com nossa menina de seis anos? Nós podemos dizer que precisamos de leite e de um pacote de cenouras, e pedir à ela se poderia buscar. O que nós podemos fazer… no shopping com nossa filha de onze anos e suas amigas que querem fazer compras sozinhas? Nós podemos combinar um perímetro apropriado, e pedir à nossa filha para mandar mensagem ou ligar de vez em quando para sabermos dela. O que podemos fazer… na pista de ski? Seja qual for a idade de nossa filha, nós podemos dar à ela o máximo de liberdade na pista, dentro do seu nível de habilidade. E assim por diante.
Qualquer que seja o lugar ou o contexto, nós podemos sempre achar uma maneira de permitir que nossa filha faça suas próprias escolhas e guie sua própria vida - se nós perguntarmos a questão que ativa nossas mentes para esse fim.
Usar a Questão Mestra para pensar sobre os ambientes de nossa filha nos ajudou a maximizar sua liberdade como rotina. Nós empregamos a questão com relação a uma miríade de ambientes, por cada estágio de seu desenvolvimento, e nós - e ela - estamos satisfeitos com os resultados. Nós suspeitamos que você e sua criança ficarão semelhantemente satisfeitos se tentarem.
Vamos agora olhar como a QM se aplica aos valores pessoais de uma criança.
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